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04.11.2010

Presidente da Acomac-ES acredita que aquecimento da construção civil chegará com mais força ao varejo nos próximos anos

Carlos Elias de Moraes é engenheiro e presidente da Acomac-ES (Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção do Espírito Santo). A entidade possui 230 associados, dentro de um espectro de três mil lojas em todo o Espírito Santo. A seguir, ele conta ao Guia da Construção quais são os principais desafios do setor nesse Estado.

A Acomac do Espírito Santo já nota algum movimento das construtoras em direção às lojas, para compra de materiais de construção?
No Espírito Santo eu vejo mais o contrário. As construtoras hoje, pelas facilidades tributárias que obtêm ao comprarem diretamente da indústria, têm se afastado do pequeno varejo. Em nossas lojas, 80% das vendas são para pequenas reformas, ou pequenos construtores. Estamos ainda, de maneira geral, fazendo um trabalho de formiguinha. E como a venda direta na indústria ainda é grande, programas governamentais como o Minha Casa, Minha Vida ainda não chegaram às nossas lojas.

Não há então parcerias com construtoras nesse Estado?
Sim, há. Temos muita liberdade nesse ponto, só que a maioria das lojas não consegue chegar às construtoras, que buscam mercadorias a preços para grandes volumes. Na verdade, nós perdemos, porque deixamos de vender, e o Estado perde, porque quando a construtora vai direto à indústria, não recolhemos o imposto sobre a venda. O construtor grande só procura o varejo em suas faltas, para repor algo urgente.

E o senhor diria que o varejo está preparado para atender a uma grande demanda?
Tenho certeza que sim. Nosso setor tem crescido muito nos últimos oito anos, e as lojas têm se especializado, o que poderá em breve facilitar o acesso de grandes compradores. O problema é que as linhas de crédito que oferecemos são para o pequeno consumidor. Uma construtora não tem como financiar material de construção conosco. Elas financiam diretamente com os bancos seus lançamentos. A nós chega o pequeno construtor, que consegue crédito em bancos públicos e privados para a reforma da casa dele.

Quanto tem crescido os negócios no Espírito Santo?
O volume de negócios vem crescendo em torno de 10% ao ano, o que é muito bom. Temos certeza de que o futuro do País está na construção civil, e que a casa própria será a prioridade dos próximos governos. Ao mesmo tempo, a concorrência vai ficando forte, e temos que inovar, buscando padronização de lojas, treinamento de funcionários, especialização de produtos. O setor está em grande expansão. E a mudança é visível nas lojas, que se equipam e modernizam-se, com conforto para o visitante-consumidor, melhor apresentação de produtos, qualidade de itens, além de formas variadas de pagamento.

Somente as lojas especializadas, então, estão atraindo vendas em grandes volumes?
De maneira geral, não mais do que 10% ou 15% de nossos lojistas atendem construtores maiores. São lojas especializadas em tubos e conexão, ou fornecedores de drywall, louças e metais, sistemas de impermeabilização ou revestimentos. Por se especializarem e comprarem em grandes quantidades têm melhores preços, que serão repassados ao consumidor.

O benefício de programas como o Minha Casa, Minha Vida chegará ao pequeno varejo?
Acreditamos que o nosso futuro é de continuidade ou aumento do aquecimento. O que esses programas lançam hoje, e constroem, um dia terá de ser reformado e esse volume de imóveis a entregar também se transformará em volume de trabalho para o pequeno varejo.

Divulgação: acomac

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